Hoje conheci uma Senhora de 84 anos, idosa, como no Brasil, aposentada, doente, cancro que para nós Brasileiros é câncer, cheia de ressentimentos, vontade de ficar só, sem filhos, só com a tristeza...
É certeza de que o dinheiro dela não fará-a mais feliz, os móveis velhos não ficarão mais quentes de afeto.
as lembranças, são a única certeza de que ela viveu de calor humano...
Observava que a fonte de lembranças dela, não eram estabelecidas pelo Alzheimer em tempos longínquos, mas sim, por que sua memória de gestos frente a sua pele, davam uma forte memória motora, que não pode sair da mente de ninguém...
Pensei nas posses que me desfiz, nos empregos que não possuo mais, no meu carro, nos amigos que estão longe.
Descobri que o maior dinheiro que possuo agora é o carinho...
O carinho que me fez tirar o rancor daquela senhora tão cheia de posses, num pequeno acariciar na nuca..
carinho, que fez sentir em minha pele uma felicidade tamanha num simples abraço de um professor.
Carinho que infelizmente a net não me dá, pois se com telas frias o computador gerou o homem mais rico do mundo, imagina se neles pudessem ter toques...
O carinho tátil que todos precisam, que recebia de semetria constante quando eu tocava uma criança e mostrava-lhe um gesto motor da natação.
No entardecer com meu irmãzinho que adormecia ao som da cobra azul.
É o carinho que une dois namorados após o sexo,
é no carinho que um cachorro reconhece o seu dono e se difere de um Pitt "Bull Brasilerio" com os que acariciaram-me no parque.
é o carinho que é a nossa riqueza maior, pois apesar de nosa bandeira apresentar fontes de ouro, não temos usufruto dessa fonte tão insuficiente frente ao contato e carinho dos brasileiros.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
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