Quando digo perder tempo com o tempo, estou me referindo aos sentimentos que perdemos de sentir, por tentar descobrir, entender e punir...
Estava sentada com uma amiga estes dias, ela perdeu a amizade e essência do relacionamento com uma amiga-quase-irmã. Vi de fora toda aquela conjuntura desleal de sentimentos de dor, raiva e ressentimento e fiquei pensando: por que se perder tempo com o tempo?
Revirando as páginas antigas do meu e-mail, juntei a esse pensamento na seguinte frase de um quse-namorado de escola:
Oi lauri, demorei um pouco a responder... A verdade é que nao sei bem o que responder porque apareceu em minha vida quando nao estava esperando nada. Estou um pouco confuso e nao sei bem o que estou sentindo por ti. Desculpa, mas senti que tinha de ser honesto para saberes o que se passa comigo.Beijo
E então depois de algum tempo relembrando essa mensagem, e com as palavras honestidade, confusão e espera de algo, pensei:
Hoje sei por que nem tivemos a oportunidade de saber se daria certo meu relacionamento com aquele rapaz bonito e atencioso da escola.
Como ser honesto aos sentimentos se perdemos de conhecer a verdade por conta de querer desenhar um sentimento? Esperar, como se tivéssemos passado da pré-escola e escola dos ficas, ou de algo assim, e naquela hora, ou passado algum tempo fosse o melhor para ele se apaixonar.
Para ser honesta, não compreendo isso. Posso pensar que algumas pessoas deveriam se preparar para tudo... Certo dia alguém bate em sua porta e diz... Correioooooo!!! Você abre a porta e é a carta da morada da pessoa que você irá se apaixonar. Depois, marca-se quantos beijos irá dar e enfim..já é hora mesmo de aceitar, e se não for, mande com devolução, pois se quer aqui ser honesto..haha (as vezes fico com aquela frase ..beijos não são contratos meu querido, aprenda) eu preciso realmente rir as vezes dessa conjuntura, esse perder tempo com coisas mínimas.
Um certo dia esperei que meu namorado me apresentasse a sua família, mas ele já havia se decepcionado com uma mulher e não queria voltar a apresentar a família... Fico tão impressionada com o tempo que se perde em reviver histórias que não deram certo e arruinar a possibilidade de aumentar momentos de prazer entre as pessoas e fazer uma pessoa se sentir importante (Ah, mas o que quer eu me sentindo importante nesse país de preconceitos com nosso povo, será que eu não quero somente saber se ele tem vergonha de mim?).
Bem, e tudo acaba se ferindo, eu por que acho que não estou a altura de ser tida como alguém de confiança e de orgulho para ser apresentada e ele, por que perde tempo lembrando de como foi ruim...
Mas, voltemos a minha amiga e os sentimentos dela:
Ela quer retornar a amizade, mas, quer tratar mal, quer mostrar que sente mágoas, quer viver de cabeça para cima, e dizer que anda bem..ai humanos!!
Eu sinceramente só consigo ver isso como uma graça sem graça, uma infeliz idéia de alguém que acha que temos a fase de raivar, de mostrar, de colocar-se superior, e depois, se houver a prova de algo que sei lá o que é... ressentimentos e algo mais... logo se quer mesmo voltar a tudo.
E ela vira para mim e diz: não sou Jesus...
Eu também vou ter de falar da minha família, das brigas constantes, do rancor que um irmão tem do outro, daqueles tapas com a voz e com as mãos que ouço desde criancinha quer onde se encontre a família Costa e Carvalho. Dos copos lançados na parede, e o tempo que depois da separação minha mãe passou amando meu pai, penso que amar também quem não te ama é também perder tempo.
Uns ligam de menos para os outros, outros importam-se demais e esquecem de viver suas vidas.
As pessoas olham para as outras e jugam (olhem, eu escrevi jugam errado, certamente na primeira vez que se ler vão dizer, ela estuda para isso? parem de mi julgar..oras), rodeam minutos de pensamentos imaginando o que ela é, o que faz, como ganha sua vida, e esquecem que esse tempo poderia ser usado para dar um bom dia, pensar em alguém que se ama, ou mesmo..hehe, pentear o cabelo.
Eu não sei o que se passa (olha eu falando tuguês), mas perde-se tanto tempo com tanta coisa e pouca coisa.
No natal que chegará daqui duas semanas, dizem que é época de se amar o próximo, dão coisas de pelúcia para as crianças, roupas, sapatos e comida. Veste-se uma criança e uma mãe de esperança apenas por um dia, e no resto do ano passa a criticar os pobres que pedem, ela deveria nem ter engravidado, olha aquele pivete..., negam um centimo (centavo) para alguém.
É, como se perde tempo!
E eu estou aqui, ando talvez numa espécie de espelho ou pedaço de platéia que acompanha as pessoas a andarem cada vez menos, para tras, para frente um passo e voltando dois.
Ah! Lembrei que eu tenho que passar algumas horas nesse discurso, para perceber o que estou dizendo..e repetindo as frazes do me antigo quase ex-namorado:
..demorei um pouco a responder... A verdade é que nao sei bem o que responder...Desculpa, mas senti que tinha de ser honesto para saberes o que se passa comigo.Beijo.
Vamos perder menos tempo com coisas poucas e se sentir mais...
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